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Cavaco Silva visita concelho de Paços de Ferreira e elogia estratégia municipal

Autor: em Sexta-feira, 21 Maio 2010Sem Comentários

Cavaco Silva foi hoje recebido em Paços de Ferreira , no âmbito do Roteiro pelas Comunidades Inovadoras e Indústrias Criativas. Algumas dezenas de criancinhas das escolas receberam Sua Excelência o Presidente da República, agitando bandeirinhas e entoando o hino nacional, que fez levantar os reformados que observavam o espectáculo, sentados nas escadarias do Tibunal, quando a Banda Marcial de Paços de Ferreira também o interpretou. Uma popular observava para uma amiga que “o Cavaco é bem mais charmoso ao vivo”, mas o certo é que Sua Excelência manteve sempre uma imagem hirta, não só no exterior dos Paços do Concelho, como na sala de sessões, enquanto era passado o video promocional do concelho, iam sendo assinados contratos de investimento CM/PFR Invest com várias empresas ou discursava o presidente da edilidade, Pedro Pinto. (Na comparação com Mário Soares, que também por aqui andou há largos anos, o actual PR perde por tantos, que nem é bom – para a democracia portuguesa - concretizar…).
Pedro Pinto delineou os traços estratégicos da política de desenvolvimento do concelho, assente na educação e no emprego e trouxe à colação  o contributo do concelho na criação das estruturas de apoio e acolhimento de acontecimentos actuais e recentes, nomeadamente a visita papal (Celso Ferreira, presente na cerimónia:” lá está este gajo mais uma vez a passar-me a perna…”) ao que Cavaco Silva daria de seguida o seu “concordo”, “subscrevo” e “publique-se”,  em tom tão monocórdico e árido que o jornalista só não adormeceu, porque não tinha outro remédio senão aguentar, de pé, estoicamente, o termo da sua auto-flagelação e não tinha ali à mão condições para invocar Morfeu ou dali partir para zonas mais etéreas. Ainda deu para presenciar a entrega  ao “mais alto magistrado da Nação” das chaves da cidade e de uma miniatura da cátedra papal, a mais emblemática das peças construidas cá na Capital do Móvel para a recepção do actual inquilino do Vaticano, mas já não houve pachorra para se acompanhar o séquito presidencial na sua deslocação pedestre, pelas ruas da cidade, para a primeira inauguração – a creche da Santa Casa da Misericórdia. Assim se chegou, avançadamente ,à segunda inauguração do dia – o Centro Escolar em Carvalhosa – e se aproveitou, enquanto a presidencial comitiva não aportava, para aquecer o esqueleto às brasas de um sol radioso, e pôr a conversa em dia, com amigos que o lufa -lufa diário só permite encontrar nestas “saídas” jornalísticas.  Mais cantigas aguardavam Sua Excelência neste segundo acto inaugurativo e de ”profundo significado” para a emancipação e desenvolvimento das gentes, enquanto se iam adensando dúvidas sobre a bondade estratégica da concepção do edifício, nomeadamente no que aos espaços de actividade física diz respeito. A hora ia avançada, o estômago reclamava, pelo que a paragem seguinte do jornalista, dispensado que fora, por respeitáveis, patrióticas e compreensíveis medidas de contenção orçamental, de reportar as incidências do almoço a selecta e restrita comitiva oferecido, nas redondezas da ultima paragem inaugurativa (uma unidade fabril), foi no alto da Capital do Móvel, para se “atirar” a um bife de peru que o cozinheiro “maldito” esmeradamente lhe preparara e levantar o astral com uma pomada divinal das cercanias do Douro.

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