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Divagações de um fim-de-semana de verão

Autor: Quatro Linhas em Terça-feira, 23 Junho 2009Sem Comentários

O S. João é quando o povo quer

O povo serve para tudo e mais alguma coisa. Já foi quem mais ordenava, mas um Novembro interrompeu o tal processo em curso. É em seu nome que se enche o peito de uns tantos e quantos anos para se voltar depois ao chapéu na mão. Já deu nome a um sistema político, que anda na mão de usurpadores de toda a ordem. Mas agora, em tempo de crise, o povo voltou a ordenar. E o povo é quem diz quando é o S. João. O seu padroeiro. Agora já não é a 24, nem a 23. É a 20, 23, 24, 26,27,28. E aqui só em Paços de Ferreira. A 20 foi em Figueiró e verifiquei que muito animado, mesmo a altas horas da noite. Com as marchas, a cascata e a altíssima musica pimba que me abalou os ouvidos e me dificultava imenso a conversa com os amigos. Mas que o povo apreciava. E dançava. Uma das últimas músicas era imperdível: eu vou fazer amor com ela. Não sei se os presentes seguiram o artista, mas o certo é que já estava mesmo na hora de ir para a caminha… Hoje vai ser o máximo no Porto, em Braga, e um pouco por toda a parte. As sardinhas, os martelinhos e as marteladas vão fazer a festa. Amanhã é dia de ressacas várias. Sexta o ciclo continua em Codessos, com música. Prossegue no sábado com bombos, marchas, fogo de artifício e música. E termina no domingo com missa, musica, majestosa procissão e mais fogo de artifício. A não perder, que a freguesia é pequenina, mas a gente simpatiquíssima.

Mal agradecidos I

Estive há dias na festa de um jornal amigo – a Gazeta de Paços de Ferreira – de atribuição de prémios aos atletas que mais se distinguiram na época desportiva e fiquei chocado com a falta de sensibilidade de alguns premiados, que não compareceram e nem se dignaram justificar a falta. Para eles a medalha de latão.

Mal agradecidos II

Dá-me vontade de rir ver pessoas a mamar forte e feio nas tetas públicas e privar os filhotes de uma “chupazinha”, alegando que a vaca está exaurida e as tetas secaram. E ainda dizem mal da vaca… Savoir faire O presidente da Câmara, convidado e não podendo estar presente por razões de agenda, não deixou de passar pelo restaurante. Um gesto que caiu bem. Palavra de honra que estive para não falar deste PFR 3G, que foi anunciado há uns tempos, quando foi apresentada a sua candidatura a uns tantos milhões de euros, e foi aprovado há uns dias. É que embirro solenemente com as siglas: fazem-me recordar a linguagem militar do meu descontentamento – CEME, CJ/QG, BCAV 249 e tutti quanti. Mas depois de ponderar um bocadinho, sempre me decidi. Por algumas razões, que não sei se enumerarei todas, porque já me está a chegar o sono, e os meus amigos sabem como eu tenho um respeito divinal por Morfeu. Em primeiro lugar, porque foi embrulhado com o Padre Carlos e a medalha de ouro ao Paços, numa mistura de grelos, que não me pareceu muito curial. Depois, porque a sua repercussão mediática foi subalternizada em relação à medalha de ouro do Paços. E merecia mais atenção. É que se trata, no meu modesto entender, da mais profunda transformação da cidade de Paços, com vastas consequências para a vida dos pacenses. A cidade tecnológica a instalar na ex- esquadra 12, as intervenções no Parque de Exposições, na Casa de Coqueda, nos arruamentos e fundamentalmente o Parque da Cidade, darão uma nova vida à cidade. Será construído um novo centro escolar, uma capela mortuária, a cidade abrir-se-à com o prolongamento da Rua dos Bombeiros Voluntários, aquela do comboio do Costa Pereira, até à Rua António Campos, a do cemitério de Paços( ou Meixomil?). Mas para mim, o mais interessante disto tudo será o Parque da Cidade, onde espero passar muitas tardes de verão com os netinhos com que os meus filhos, que eu nunca pude presentear com um espaço verde em Paços, me acabarão por presentear. O projecto do parque vai ser brevemente apresentado e submetido à discussão pública. Estejam atentos e não deixem de apresentar as vossas ideias.

2466154PFR 3 G aprovado

 

Humoristas: Ao Herman sempre preferi este

Eu sempre disse que o povo madeirense é superior e, portanto, pelo melhor jogador do mundo tem de se pagar um valor superior. Alberto João Jardim sobre a transacção do seu compatriota Ronaldo, o ex- CR7

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