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Fica para a história… e sem favor

Autor: em Terça-feira, 28 Abril 2009Sem Comentários

À minha maneira

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Aquilo que parecia quase impossível, tornou-se realidade, afinal o Jamor vai ter mesmo o amarelo e verde como cenário, misturado no azul e branco. Paulo Sérgio foi dizendo no seu discurso que depois do 2-2 da primeira mão na Mata Real, o Paços de Ferreira teria uma palavra a dizer e embora os mais cépticos não acreditassem, o que de certo modo era imprevisível se tornou uma realidade. Mais importante que isso, foi a forma como foi conseguido, já que não foi um mero acaso, ou um puro golpe de sorte, pelo contrário, foi um jogo muito bem estudado e que no terreno mostrou o trabalho de casa que foi feito bem ao pormenor. Se há justiça no futebol, essa justiça neste caso teve o destino certo. Os Castores sabiam que só a vitória daria o acesso à final, ou então um empate com muitos golos. Assim, entrou em campo disposto a fazer pender a balança para o seu lado e contrariamente ao que se podia esperar, viu-se um Paços dominador e com os olhos postos na baliza contrária. Ainda o Nacional mal tinha acordado e já dois golos colocavam o Paços com uma margem bastante moralizadora para passar a eliminatória. Claro que os insulares teriam de mostrar um pouco mais e fizeram-no de certo modo, pressionando mais e obtendo um golo muito perto do intervalo, dando uma moral para a segunda parte que não tinham justificado na primeira. Com o segundo golo a surgir no reinício, muitos pensavam que o objectivo de estar na final se iria esfumar e aí é que veio ao de cima a equipa que melhor se preparou psicologicamente para se estrear na final da Taça. Os últimos quinze minutos foram de total domínio dos Pacenses e para todos quanto viram, esperava-se a qualquer momento o golo da vitória. O Árbitro ainda tentou complicar, não assinalando por duas vezes aquilo que quase em cima da hora acabou por assinalar, a grande penalidade, que Pedrinha com a sua experiência converteu no golo da final. Foi neste período final que o Paços de Ferreira provou que se alguém queria mesmo vencer o jogo, esse alguém foi quem o ganhou, para espanto e incredulidade dos Madeirenses que nem queriam acreditar, mas que acabaram por afinal dar valor à vitória Pacense.
Não podia deixar passar em branco esta página tão importante na história do Clube, por isso endereço aqui os meus parabéns a toda a família Pacense pela conquista de tamanha proeza, aproveitando também para dar os parabéns à sua direcção pela forma como decidiu disputar esta final no palco do Jamor, pois festa da Taça tem de ser no local certo e esse local por toda a envolvência que aquele estádio mítico tem é o local certo para um clube que não vai disputar mais um jogo, mas sim ”O tal jogo”, colocando-se à margem de todas as polémicas que envolvem políticas que passam ao lado da equipa da Capital do Móvel.
Sobra-me assim pouco espaço para abordar a Liga Sagres, mas também não preciso de muito, pois quase nada se alterou e apenas lá em baixo as coisas mudaram, com o Belenenses a cair em zona perigosa e a colocar em causa a permanência, ao perder em casa com o Nacional que agora tenta compensar a derrota na Taça, com uma entrada directa nas competições europeias. Também o Rio-Ave merece realce em ter saído da zona de despromoção, depois de uma vitória na Figueira da Foz, obrigando a Naval a ter de acordar se não quer morrer na praia. Quanto ao Paços de Ferreira o que se pode dizer é que num jogo fraco, atendendo às oportunidades de golo a vitória assentaria melhor, mas as contrariedades antes e durante o jogo foram tantas que um ponto ainda que saiba a pouco, vem ajudar às contas finais para o objectivo da manutenção. Com quatro jogos para realizar e atendendo ao calendário só uma catástrofe derrubaria o Paços.

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