Fora das quatro linhas
Proposta de novo Código dificulta a vida a trabalhadores despedidos oralmente – assim titula o PUBLICO uma nota sobre uma recente proposta socialista de alteração do Código do Processo do Trabalho.
Não me admiro nada com mais esta “proeza socialista”.
Desde 1980, quando diariamente contactava com o contencioso laboral, que ia verificando que as alterações da legislação laboral e do processo de sentido negativo para os trabalhadores eram sempre feitas durante governos liderados pelo PS.
Nisto, Sócrates, Vieira e Cª são coerentes com a tradição socialista.
E o patronato está-lhes, naturalmente, agradecido.
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Ontem foi dia de eleições e lá fui cumprir o meu dever cívico de escolher, em liberdade, aqueles que nos irão tiranizar nos próximos cinco anos.
Leitor assíduo de Vital Moreira da nobre causa socrática, fui acompanhando com um certo prazer os seus “espalhanços”diários na campanha de “roubar votos à esquerda”, a que durante anos se diz ter pertencido, e diverti-me imenso com a sua a figura de avô cantigas do rafting, mas esse prazer atingiu o máximo, quando ontem à noite verifiquei que o senhor professor continua seriíssimo, como eu o conhecia há quarenta anos: incapaz de roubar uma agulha, mas fortíssimo a suportar banhadas….
Valha-nos ao menos isso, depois de tantas cenas tristes e ridículas.
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A repetição da história é uma idéia desenvolvida pelo filósofo Hegel. Marx no “18 Brumário de Luis Bonaparte” retoma a idéia e adiciona um novo raciocínio: na primeira vez a história ocorre como tragédia, na segunda como farsa. Marx referia-se ao golpe de Estado de Napoleão Bonaparte (tragédia) e ao de Luis Bonaparte (a farsa).
Numas eleições presidenciais, Mário Soares, a quem as sondagens não auguravam grande futuro, foi agredido na Marinha Grande, e acabou Presidente da República.
O Senhor Professor também queria ter a sua Marinha Grande, numa esquina de Lisboa, mas esqueceu-se dessa reflexão do velho Karl: na primeira vez a história ocorre como tragédia, na segunda como farsa.
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Dizia-me ontem um velho amigo: As eleições são para uma qualquer coisa chamada de Parlamento Europeu, que parece que manda muito pouco, não é verdade?
Ainda bem que assim é – respondi-lhe. Que essa coisa de virem os da estranja mandar em nossa casa, não é lá muito aceitável….
O problema não é esse – contrapõe o meu amigo. O problema é que há outros tipos que mandam mesmo e esses nem sequer são escolhidos por nós.
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Durante a campanha para as europeias pouco se falou da Europa. Parece que só um pouco o BE e mais um poucochinho a Ilda. Mas esta, como, sabiamente como sempre, anotou o prof. Marcelo, de uma forma mais ideológica ( a tal pecha dos princípios). E tiveram razão os que se candidatavam para alhos e falavam de bugalhos. O povo português não iria entender. Também “no antigamente vida” era assim. Tinha-se uma ditadura, porque o povo não estava preparado para a democracia. Mais recentemente recusava-se fazer um referendo a um tratado europeu (ou de Lisboa?), porque a maltósia não iria perceber patavina do que estava em jogo, e era muito capaz de trocar os alhos pelos bugalhos, ou imitar uns certos países que a tal se atreveram.
E lá se ia o arranjinho
“Foi porreiro, pá”. Quem é que disse a quem? Sócrates a Durão ou Durão a Sócrates?
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Pois aqui é que bate o ponto. É tudo porreiro. Discutem tanto e acabamos por não perceber onde acaba um e começa o outro. Vital e Rangel ou Dupond e Dupont?
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Porquê tanto horror ao bloco central? Querem esquecer o irmão dos interesses?
Que tudo “lo” manda…
Já se esqueceram do amigo, comum, Barroso?



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