Fora das Quatro Linhas
Capela, morte, e o mais que se lerá
Desta vez não tremeu nem gaguejou. Como no inauguração do Jardim com Memória. Joaquim Santos foi firme, parco em palavras, mas certeiro. Muito eficaz mesmo. À ponta de lança, como deseja para o seu Leões da Citânia. Estamos aqui a inaugurar a Capela Mortuária. Tinha prometido na anterior campanha. Aqui está. Cumprimos. Mas ainda há mais. Uma fase do cemitério para inaugurar. Mais lá para Setembro. (Que não convém gastar os trunfos de uma só vez). Para que o povo se lembre. Que temos aqui homem. Que promete. Faz. Cumpre. Merece continuar. Com palavra de honra. Que honra os compromissos. A meu lado, alguém lembra: há anos foi apertada. Agora é certa e folgada. A vitória. (Uma campainha toca na memória. A vitória é certa. Há tantos anos…, mas tantas derrotas!). E Joaquim Santos sorri. O Padre também fala. Vai fazer campanha? Não. É comedido. Como sagaz fora há uns tempos. Com muito tacto a evitar questão de melindre. (Por isto me dou tão bem com certos padres: quando são inteligentes). E fala dos presidentes. Da Junta e da Câmara. Este até viria a dizer que fora expulso da aula . Uma única vez. Na vida. Pelo padre/professor. Que ali estava. E tudo está bem. Quando acaba bem. Este episódio parece que sim. Pelos sorrisos. E assim se tecem cumplicidades. E se faz vida.
Inaugurava-se uma coisa útil. Que todos compreendem de imediato. Sentenciou Pedro Pinto. Outras só mais tarde se compreendem. (Quando se chegam a compreender…). Estas, todos a compreendem. Mas desejam para os outros. (Que estranha solidariedade!…). Com a morte. Que dizem ser a entrada para a vida eterna. Então porque nunca desejada? Mistérios/incongruências da fé. A cerimónia alonga-se. Será isto uma mini-missa? Mantenho-me mudo e quedo. Quase estático. No respeito pelo Outro. Há quem note. E mo refira no final. O Padre tem horas. Para novo compromisso. Mas demora uma eternidade!
O espaço é benzido e depois inaugurado. Tiro a foto da ordem. Que podem ver acima.
Que demora a eternidade a ser usada. A capela. Palavra de ateu.
Oportunidade histórica perdida
Constroem-se centros escolares modelares. Com espaços para tudo e mais alguma coisa. E nesta mais alguma coisa incluem-se os espaços para as actividades físicas e/ou desportivas. Que apenas vão servir para as criancinhas durante o período escolar. Quando se esperava que também servissem para a “comunidade”, no período depois das aulas. Mas não vão servir. Por falta de dimensões. Que não são permitidas pelo modelo único. Até contra a vontade dos autarcas.
Esta é uma questão que gostaria de ver discutida, para, pelo menos, ficar o exemplo, e não se desperdiçarem ingloriamente fundos públicos, em casos futuros, mas está a optar-se pela bizantina questão de saber quem é o benfeitor da cois : se a Câmara se o Governo.
Benza-os Deus.
Revolta pueril
Apesar de não ser adepto nem simpatizante do FC Paços de Ferreira, fiquei revoltado, como pacense, com o desinteresse das televisões pelos jogos do Paços na UEFA, ou Taça Europa, ou lá o que é. Afinal estes tipos menosprezam o concelho e a sua equipa mais representativa – barafustei. Bem sei o que mereciam….
Mas depois de verificar quantos foram os interessados em ver o jogo em Guimarães, pedi-lhes desculpa.
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Frases
A frase da quinzena
O domínio do PSD está claramente a esvaziar-se e os prejuízos da sua longa hegemonia são devastadores. A sua continuidade no poder vai transformar Paços de Ferreira em imagens de Nagasáqui e Hiroshima depois do bombardeamento atómico.
Octávio Renato Magalhães – Tribuna Pacense, 17.07.09.
Quem diria…
Vieira vai ficar na história como o dirigente que, após Pinto da Costa, mais contribuiu para os êxitos do FC Porto.
José Veiga, Expresso 1.08.09


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