Paços diz adeus à Taça – A “traição” de Carlos Pinto
Paços de Ferreira 1-2 Desportivo de Chaves
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Paços de Ferreira: Cássio, Baiano, Ricardo, Kelly (Bruno, 38), Jorginho (Pizzi, 17), Leonel Olímpio, André Leão, Livramento, Candeias (Romeu Torres, 46), Maykon e William.
Desportivo de Chaves: Rui Rego, Danilo, Lameirão, Ricardo Rocha, Samson, Siaka Bamba, Bruno Magalhães, Castanheira, Carlos Pinto, Diop (João Fernandes, 46) e Clemente (Karim, 74).
Árbitro: Cosme Machado (Braga).
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Jorginho (09), Livramento (16), Candeias (31), Bruno Magalhães (32 e 35), Siaka Bamba (37), Bruno (41), João Fernandes (49), Carlos Pinto (72), William (88), Castanheira (90+2). Expulsão por acumulação de cartões amarelos para Bruno Magalhães (35). Carlitos, suplente do Paços de Ferreira, foi expulso (84).
Assistência: Cerca de 1000 espectadores.
O Paços de Ferreira não conseguiu repetir o feito do ano transacto, e foi eliminado nos quartos de final da Taça de Portugal por uma equipa da Liga Vitalis, o Desportivo de Chaves. A vitória flaviense foi construída nos primeiros dez minutos, com a particularidade do segundo golo ter sido marcado por Carlos Pinto, atleta pacense, e ex-jogador dos Castores.
A entrada em campo da equipa da casa não poderia ter sido pior, sem atitude, e com a sobranceria de quem acreditava que iria vencer, mais tarde ou mais cedo. No entanto, aproveitando um erro de Cássio, Diop abriu o marcador logo aos 3′, para depois, aos 10′, Carlos Pinto fazer o 2-0, na execução perfeita de um livre directo. Um belo momento de futebol. Até ao intervalo o Paços tentou reduzir, mas sem grande qualidade de jogo, não aproveitando sequer o facto do Chaves ter ficado reduzido a 10 elementos, por expulsão de Bruno Magalhães.
Na segunda parte o Paços de Ferreira empurrou o adversário para a sua zona defensiva, mas o melhor que conseguiu foi reduzir, aos 64′, por William. O Desportivo de Chaves, com o “autocarro à frente da baliza”, conseguiu suster todas as investidas pacenses, e qualificou-se, pela primeira vez na sua história, para a meia-final da Taça de Portugal, terminando assim com o desejo de repetição do Paços.
No dia em que estreou os reforços Candeias e André Leão no onze inicial, Ulisses Morais não deve ter ficado nada satisfeito com a prestação global da equipa, que foi penalizada por culpa própria.


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