Paços perde no Estádio da Luz
Benfica 3-1 Paços de Ferreira

Com aquele início não há quem aguente
Não há dúvida que a grande arma do Benfica nesta época é a forma como encara todos os jogos e a atitude que revela nas partidas. É realmente muito difícil resistir ao primeiro quarto de hora do Benfica, não só pela sua qualidade futebolística, mas também e principalmente pela forma como pressiona o seu adversário, não dando quase tempo para ele pensar. O Paços tentou obstar a que tal acontecesse, mas um erro de casting na escolha do lateral direito, terá irremediavelmente deitado por terra as aspirações dos pacenses. É claro que se costuma dizer no discurso de quem treina que a culpa nunca é deste ou daquele jogador, mas sim de toda a equipa, mas não há dúvida que Manuel José não tem neste momento andamento para a alta rotação de Di Maria, nem terá sido também ajudado pelos seus colegas para que aquele lado ficasse mais protegido. Isto não é só demérito dos visados, mas grande mérito do argentino que neste momento entra nas defesas como faca quente em manteiga. Depois daquele primeiro período em que o Benfica conseguiu dois golos e ainda proporcionou a Coelho algumas defesas que evitaram outros tantos, os homens da casa baixaram um pouco o ritmo, aproveitando bem os pacenses, que começaram a solidificar o seu jogo, descendo mais vezes à área encarnada e conseguindo mesmo reduzir o marcador, em mais um golo de William, cheio de sentido de oportunidade, demonstrando que se estiver de cabeça limpa, pode ser considerado um dos grandes artilheiros do campeonato. No segundo tempo o Benfica voltou a entrar em grande rotação, conseguindo o terceiro golo de uma forma bastante feliz, mas que em nada belisca a sua superioridade, já que por várias vezes poderia ter marcado muitos mais, não fosse a boa elasticidade do guardião Coelho. O terceiro golo tirou as esperanças dos visitantes na partida, mas por outro lado mostrou um Paços muito personalizado, com grande atitude competitiva, com as peças bem distribuídas no terreno e nunca deixando que o Benfica adormecesse no jogo, o que demonstra bem a bom momento dos Castores neste campeonato. É lugar-comum dizer que não há derrotas moralizadoras, mas não há dúvida que o Paços de Ferreira demonstra neste momento uma identidade forte, que afinal não é mais nem menos que o interiorizar dos processos de Ulisses Morais e seus adjuntos. Vamos ver até onde vai durar este bom momento e se vai dar para morder os calcanhares de quem luta por um lugar europeu…


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