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Para bem do futebol …

Autor: em Terça-feira, 23 Junho 2009Sem Comentários

calcao À minha maneira

Tenho reparado, quando falo de futebol, que há uma falta de entusiasmo generalizada, levando-me a pensar o que realmente será que afectou este desporto que ainda é rei. Será alguma pandemia, agora na moda neste mundo globalizado, ou será antes um descrédito que advém de uma falta de seriedade, quase a todos os níveis, exceptuando a maior parte das vezes os jogadores e treinadores, que sendo os artistas da festa, quase sempre são desvalorizados? Ano após ano se ouve dizer, “é desta que se vão endireitar as coisas”, “a partir de agora quem não cumprir as regras será penalizado”, etc, etc, . Estas são frases feitas que, para quem acompanha de perto este futebol, já pouco ou nada dizem e antes pelo contrário, já servem quase de chacota para aqueles que acham o futebol um desporto sem qualquer tipo de interesse. Curiosamente as regras do futebol são aprovadas pelos clubes na Liga de futebol e, como se compreende, não serão os clubes a criar legislação que os penalize. Então o que há a fazer, perguntam os leitores? Sendo neste momento o futebol um desporto que arrasta milhões e que, sem dúvida nenhuma, tem já uma importância muito significativa na economia portuguesa, torna-se decisivo que as suas leis afastem de uma vez por todas, todo e qualquer prevaricador e que também o cumprimento dessas regras a qualquer clube, seja ele grande ou pequeno, sirva de exemplo para o virar de página nesta modalidade e assim se comece definitivamente a fazer deste desporto um espectáculo para todos e não um jogo para meia dúzia de fanáticos e interesseiros. Começo a ficar farto de todos os anos haver situações que não deixam qualquer margem de dúvida na opinião pública, mas que as instâncias responsáveis sempre arrumam um jeito de dar a volta e nada fazer. Quase todo o mundo desportivo sabe o que se passa e depois há sempre meia dúzia de senhores que acabam por branquear os factos e tudo fica como dantes. Ou se acaba com os processos nos tribunais de factos ridículos no futebol, ou então que haja coragem de começar a prender esses senhores que se aproveitam deste desporto para se governarem e que ainda por cima vêm para a imprensa com falsos moralismos, tornando-se como que uns bispos de uma religiões em que só eles acreditam, ou melhor, que só eles pregam e já poucos acreditam e quero que se entenda que não é minha intenção individualizar, referindo-me concretamente a este ou àquele clube, mas sim a todos que se metem nesses maus caminhos.
Ouvi há alguns dias o Senhor Figo, proferir umas palavras, onde dizia que pensava em ser presidente da federação, mas que neste momento não queria concorrer contra o presidente actual, porque achava que estava a ser feito um bom trabalho. Das duas uma, ou o Figo quis ser delicado com Gilberto Madaíl e aproveitou para lhe dar moral, afinal foi no seu reinado que este valioso jogador se sagrou melhor jogador do mundo, ou então pelo contrário, Figo terá entretido o actual presidente, mas terá na manga um programa completamente diferente do actual para o futebol português e esteja à espera da sua vez para dar uma total cambalhota nesta modalidade e pela sua experiência como jogador noutros países, tentar transformar este nosso futebol, num desporto credível, onde se comece cada vez mais a ver famílias inteiras a ver um espectáculo valorizado apenas e só pelos intervenientes e onde os dirigentes passem praticamente despercebidos. Para confirmar o que digo, basta por exemplo recordarmos quantas vezes ouvimos falar nos donos do Manchester, um clube que está certamente no pódio dos melhores do mundo, mas que vale pela filosofia de jogo que teima em colocar em prática e nunca em jogadas de bastidores. Vou esperar para ver …

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