Pelo Município
Incêndio
Deflagrou na tarde de terça-feira um incêndio numa casa desabitada no centro da cidade. Os Bombeiros acorreram céleres e evitaram que o incêndio se propagasse aos prédios vizinhos. A GNR cortou o trânsito nas ruas contíguas ao prédio.
Agenda Cultural
Terra- exposição comum de Augusto Sousa e Catarina Mendes
Museu Municipal de Paços de Ferreira
Todos os dias até 21 de Fevereiro
Pagamentos serviço mesas de voto
O Partido Socialista acusou a Câmara de discriminação no pagamento dos serviços prestados pelos cidadãos nas mesas de voto nas últimas eleições. Segundo o libelo socialista, a Câmara, tendo recebido do Governo as respectivas importâncias, pagou aos cidadãos indicados pelo PSD e não pagou aos cidadãos indicados pelo PSD. Terá havido mesmo um presidente de Junta a afirmar que as pessoas indicadas pelo Partido Socialista não iriam receber fosse o que fosse, porque foram pela oposição.
Claro que a Câmara replicou: estes socialistas deliram. E deu uma explicação técnica: o dinheiro recebido, fica retido para aquele pagamento – não pode ser usado para qualquer outro. A massaroca ficou disponível em fins de Novembro e os pagamentos foram processados em Dezembro. Ora o pessoal das mesas de voto não compareceu par o levantar durante este mês, pelo que foi necessário voltar a fazer os processamentos em Janeiro. E concluiu peremptória: Os pagamentos são efectuados de forma absolutamente aleatória, sem qualquer critério, muito menos partidário.
Conclusão: a culpa é dos cidadãos. Que não se deram ao trabalho de ir à Câmara receber (é gente endinheirada, sem necessidade de uns trocos). Ou que não souberam. Porque ninguém lhes disse.
Concursos públicos
Ao q’isto chegou!
Na passada semana foi aprovada a abertura de dois concursos para admissão de pessoal para os centros escolares: 70 auxiliares de acção educativa e 16 assistentes técnicos de administração escolar, e logo o socialista Humberto Brito, impregnado dos altos valores da igualdade e transparência, que o PS há muito engavetou com Mário Soares e Sócrates tem mandado às malvas, defendeu a salvaguarda de igualdade de oportunidades para todos os candidatos.
Ficou ainda a ideia do apelo à população interessada para ir à Câmara conhecer as condições do concurso, e candidatar-se em massa.
E depois esperar…
Enriquecimento curricular

A deputada Ana Drago do Bloco de Esquerda levantou dúvidas acerca das actividades de enriquecimento curricular desenvolvidas no concelho de Paços de Ferreira. O município que se orgulha de prestar um serviço de alto valor social, mobilizando milhares de alunos do primeiro ao quarto ano em actividades de inglês(3002), música(1584), actividade física e desportiva(3002), e 1418 em expressão dramática, sentiu-se “naturalmente” ofendido, e pretendeu repor a verdade. Para tanto, convidou os líderes parlamentares de todos os partidos da Assembleia da República a visitarem o concelho, a fim de se inteirarem, “em ambiente real” do funcionamento das AEC.
Caso venham os referidos líderes parlamentares a dar-se ao incómodo de passarem por cá, poderão tomar conhecimento de que a câmara foi mais além nessas actividades com a criação das áreas de expressão motora e musical para 1024 alunos do pré-escolar.
Ora tomem!
Água continua a dar pelas barbas
Foi motivo de forte polémica durante os últimos anos, e parece que a polémica está aí para dar e durar. Em Paços de Ferreira, o edifício governativo tremeu, mas lá se foi aguentando, o que não aconteceu noutras paragens, mas o certo é que o precioso líquido está de tal forma impregnado no tecido social e político, que todos os cuidados são poucos. É natural que os dirigentes social-democratas se preocupem, e daí que se compreenda que Pedro Pinto tivesse proposto numa das últimas reuniões do executivo municipal que em 2010 o custo da água não aumentasse, na tentativa de serenar os contestatários, meio adormecidos pela quadra festiva. Parece que no entanto o presidente se enganou, e em vez de louvores por tão filantrópica medida, (o contrato de concessão previa uma actualização do tarifário na ordem de 1,3%), tendente a não sobrecarregar o orçamento dos agregados familiares, fez saltar os contestatários da sua letargia natalícia. Assim, os vereadores do PS, que, nesta questão das águas foram carne e peixe ao mesmo tempo, desta vez assumiram-se piscícolas, e exigiram a redução dos preços da água e saneamento, consabido que é, que são dos mais caros do país.
O vereador Humberto Brito aproveitou o fôlego, e apresentou um requerimento para que o Ministério Público analise a legalidade a cobrança da denominada Taxa de Disponibilidade e do tarifário da água e saneamento praticado pela AGS.
Por seu turno, e já cá faltava esta, o M6N criticou o alarido e festança da Câmara por não aumentar o preço da água, e em comunicado, depois de relembrar, pela enésima vez, que no nosso concelho se paga a água mais cara de Portugal, refere-se a vários diplomas legais, um dos quais proíbe a cobrança de alugueres de contadores, e aproveita a argumentação apresentada pelo Presidente da Câmara para justificar a isenção de pagamento de portagens, nomeadamente o valor do PIB per capita em Paços de Ferreira, e o índice de poder de compra no concelho, que o situa numa região das mais pobres do país.
Donde se concluiria que tarifas de ricos em terra de pobres não é lá muito coerente.


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