Basquetebol

Futebol

Futsal

Hóquei Patins

Voleibol

Home » Artigos de Opinião

Polo Aquático – Comentário ao campeonato nacional juvenil

Autor: Quatro Linhas em Terça-feira, 28 Julho 2009Sem Comentários

alvaro netoA equipa da Gespaços desiludiu.
Todos esperávamos uma melhor prestação, se não o titulo nacional, pelo menos uma luta pelo titulo até final.

Nada disto aconteceu.

 A equipa perdeu logo o 1º jogo com o CDUP, o que já tinha acontecido no Regional, mas logo aí deixou claros sinais de carências físicass e de níveis de confiança muito baixos, ao entrar muito mal no jogo e ao dar uma ampla vantagem ao adversário (4 golos), que praticamente inviabilizou a recuperação.

No segundo jogo, com o Lousada, depois de estar a vencer no final do segundo período por 12-3, a equipa entrou num período de instabilidade, mostrando enormes carências de ligação entre os seus jogadores, mas apesar de tudo, a vitória foi folgada e merecida.

O melhor jogo foi indiscutivelmente o terceiro, com uma excelente vitória sobre o Fluvial.

À entrada para o terceiro dia, tudo era possível, mas aí a desilusão foi total. Não assisti aos jogos – passara para Faro para assistir aos nacionais de natação – mas as noticias, que me iam chegando, foram desoladoras.

Se a derrota com o Portinado, a equipa mais forte da prova, era admissível, os números já foram inaceitáveis, mas a derrocada com uma equipa de 3º nível, como é o Aminata, é que não estava mesmo nas previsões de ninguém.

Creio que três factores condicionaram a prestação da equipa: a má preparação para a prova, o calendário dos jogos e a juventude da equipa.

A equipa entrou descrente e quebrou psicologicamente em momentos cruciais dos jogos, o que deixa antever má preparação psicológica e fraca coesão de grupo.

Nos jogos que presenciei, a equipa mostrou uma enorme incapacidade de jogar apoiada, em trocar a bola entre os seus elementos, tentando abrir brechas nas defensivas contrarias: viveu sobretudo da inspiração dos seus elementos mais credenciados: Diogo Sousa, Luís Carneiro e Micael Freire.

O calendário dos jogos obrigou os atletas a um esforço desumano e apresentou-se absolutamente inadmissível.

A equipa foi obrigada a fazer 5 jogos num período de 45 horas, depois de uma viagem de quase 700 Km, que começou às 6 horas da manhã, que é o tempo que mediou entre as 21 horas de sexta-feira (início do 1º jogo, com o CDUP) e final do 5º jogo, com o Aminata, que se verificou cerca das 18 horas de domingo.

Não tenho dúvidas em afirmar que isto é um autêntico crime. Quem faz uma coisa destas não deveria andar no desporto: o seu lugar era numa cadeia, e de alta segurança!

Todos nos lembramos das queixas dos profissionais de futebol, quando jogam ao meio da semana. Eles fazem 3 jogos em oito dias e dizem cobras e lagartos. Então o que se dirá dum calendário que obriga jovens a fazerem 5 jogos em 45 horas e alguns jogos com um intervalo tal que nem dá para fazer a digestão ( no domingo o jogo com o Portinado terminou às 13H30 e o jogo seguinte, com o Aminata começou às 16H30)?

Só se poderá dizer uma coisa : um crime contra a humanidade!

O terceiro factor que influenciou a prestação da equipa: a idade dos jogadores.

A Gespaços apresentou 14 atletas, sendo 7 juvenis, 6 infantis e 1 cadete, enquanto as restantes equipas, especialmente as mais credenciadas, eram constituídas por juvenis e do 2º ano, portanto muito mais velhos. A equipa era das mais novas e das menos dotadas fisicamente, o que numa modalidade como o polo aquático tem um peso decisivo.

No entanto, nela existe um enorme potencial – basta lembrarmo-nos do que os seus elementos infantis fizeram na presente época (campeões regionais sem derrotas) e na anterior (campeões nacionais só com vitórias) – para continuarmos confiantes que no próximo ano darão uma imagem mais consentânea com o seu real valor, e muito melhor que aquela que deixaram este ano na piscina de Portimão.

O que não se pode é repetir a carência de preparação que foi notória este ano.

Comentar