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Progredir sempre

Autor: em Terça-feira, 3 Novembro 2009Sem Comentários

Editorial

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A prática desportiva deve ser assumida com gosto, com prazer, com amor, com ambição. O atleta deve ser um insatisfeito, direi mesmo, um eterno insatisfeito. É que só  assim, insatisfeito, se superará permanentemente e poderá  alcançar a glória do triunfo. Neste domínio reina muita hipocrisia. Não falta quem diga que o importante é participar. Mas participar por participar não basta. É necessário que essa participação tenha um sentido, um objectivo, que não pode deixar de ser o de fazer, em cada dia, mais e melhor que nos dias anteriores. Que não pode deixar de ser o triunfo, a vitória. Sobre as suas debilidades, sobre as suas fragilidades. A vitória da superação das suas incapacidades. A vitória sobre si próprio. A vitória sobre os outros. Não tenhamos medo das palavras. Porque vitória implica respeito. Por si e pelos outros. Saber ganhar é  uma virtude. Como virtude é  saber perder. Quem ganha deve respeitar o que perde. Quem perde não pode sentir-se humilhado. Porque tudo é  relativo: hoje ganha-se, amanhã pode-se perder. E a derrota não deve ser uma negação, mas um ponto de partida para a vitória. Amanhã. Como a vitória é  a afirmação de hoje, mas também o ponto de partida para outra. No dia seguinte. Reivindicar a participação somente será positivo em estádios atrasados de prática desportiva, em fases de não participação generalizada. E não é  nessa fase em que nos encontramos. Pelo contrário, estamos numa fase de elevado progresso quantitativo. E também por isso se impõe que se apurem os índices de exigência individual e colectiva. É chocante ouvir-se dirigentes criticarem os técnicos pelo simples facto de marcarem vários treinos aos atletas por semana, ou resistirem aos treinos durante as férias escolares – exactamente nos períodos em que os atletas/estudantes dispõem de mais tempo para a actividade desportiva. É sinónimo de pequenez mental impedir atletas de participação em eventos nacionais, para os quais se qualificaram, por mérito, devido a questões financeiras com meia dúzia de almoços e dezenas de litros de combustível. Questões financeiras que já se não invocam quando estão em causa o prestígio pessoal ou de grupo. É divertido ouvir-se a defesa da falta a compromissos desportivos para a ida a eventos sociais de pura diversão ou de carácter gastronómico. O caminho faz-se caminhando. Reflectindo. Questionando. Corajosamente. Assim caminharemos! Por um desporto sério. Vivo. Ao serviço dos jovens. E da sua emancipação

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