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Queremos ser uma referência no Vale do Sousa

Autor: em Terça-feira, 25 Agosto 2009Sem Comentários

O departamento juvenil do Paços de Ferreira iniciou os trabalhos no início do mês de Agosto, com o habitual dia de convívio e apresentação.
Esta época o clube terá 12 equipas, duas por escalão até aos infantis, e quatro de escolinhas. Isto significa que o clube terá nas suas fileiras cerca de 300 atletas. Para Vítor Moreira, responsável pelas camadas jovens, este talvez seja um número exagerado se forem tidos em conta os objectivos do clube, que passam pela formação de atletas de qualidade que venham a impor-se no futebol profissional do Paços.
Para esta temporada, Vítor Moreira assume como objectivo a colocação das equipas nos principais campeonatos, de forma a permitir que os atletas possam adquirir a competitividade necessária para a sua formação.

VítorQuatro Linhas – Estamos no início de uma nova época, o que é que muda na estrutura juvenil do clube?
Vítor Moreira -
Não há grandes mudanças da época passada para esta. A nossa filosofia mantém-se, e os nossos objectivos são os mesmos. O que tentamos sempre é melhorar o nosso trabalho para que seja mais fácil atingir esses objectivos.
Embora os recursos humanos sejam praticamente os mesmos, o que fizemos foi uma reestruturação. Agora que conhecemos melhor os nossos técnicos e as suas características, optamos por redistribui-los pelas equipas e escalões etários mais adequados.
Só entrou um treinador novo para substituir o Juvenal, que agora é o responsável pelo gabinete de prospecção.

Q.L. – O clube conta com cerca de 300 atletas. É um número considerável…
V.M. -
Eu considero até que é um número demasiado elevado para aquilo que pretendemos. Penso que temos a obrigação de ser uma referência no futebol do Vale do Sousa, mas pela qualidade, não pela quantidade. Tendo em conta que o nosso objectivo principal é colocar atletas nos seniores, é mais difícil fazer a selecção quando existe uma amostra tão grande, já que isso leva a grandes diferenças de qualidade.
No entanto, a verdade é que o clube sempre teve um grande cariz social, o que acaba por atrair muitos atletas. A ideia é reduzir esse número progressivamente, tentando assim obter grupos mais equilibrados em termos qualitativos. É claro que pela dimensão do clube, iremos ter sempre mais atletas que os outros.

Q.L. – Tendo em conta os atletas que vão chegando aos seniores, considera a formação rentável?
V.M. -
Sem dúvida! Neste momento temos cerca de 10 atletas da formação com contrato profissional. Não é fácil que encaixem directamente na equipa principal, mas o Rebordosa e a Liga Intercalar irão certamente proporcionar a evolução desses jogadores.
Se tivermos em conta o baixo custo da formação, é muito fácil recuperar o investimento de toda a formação, com o eventual encaixe financeiro da venda de apenas um ou dois jogadores.

Q.L. – Quais os objectivos desportivos para esta época?
V.M. -
O objectivo principal passa sempre por colocar as nossas equipas nos principais campeonatos dos diversos escalões. Só assim podemos dar aos nossos atletas o nível competitivo necessário para os preparar para o futuro. A época passada não foi muito positiva nesse aspecto, mas temos a consciência de que estivemos presentes nos momentos decisivos. Agora, queremos trabalhar ainda melhor, de forma a não falhar nas alturas decisivas.

Q.L. – Quais as principais dificuldades do departamento juvenil?
V.M. -
O clube faz tudo o que está ao seu alcance para proporcionar as melhores condições aos nossos atletas. O nosso sintético estava em péssimo estado, e o clube fez um grande esforço para o substituir. O pelado está a ser alterado para proporcionar as condições ideais. Por isso, estamos no bom caminho para superar todas as dificuldades.


Equipas técnicas:

Sub – 19
Eugénio
Vasco

Sub – 18
Nuno
Hugo

Sub – 17
Fernando
Sérgio

Sub – 16
Paulo Jorge
Zé Maria

Sub – 15
Nino
Romeu

Sub – 14

Mauro

Sub – 13

Aprígio
Claudio

Sub – 12
Gil

Escolas
Armindo
Vítor
Orlando
Pedro
Cunha – “Castorzinhos”

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