Rigor defensivo e eficácia na finalização
Rio Ave 1-2 Paços de Ferreira

Rio Ave: Carlos, José Gomes, Gaspar, Fábio Faria, Sílvio, André Vilas Boas, Wires (Bruno Gama, 46), Vítor Gomes, Bruno Gama, Nelson Oliveira (Tarantini, 71), Chidi (Sidnei, 64).
Paços de Ferreira: Coelho, Baiano, Ozeia, Ricardo, Danielson, Filipe Anunciação, Leonel Olímpio, Bruno (Livramento, 52), Pizzi (Candeias, 70), William e Maykon (Kelly, 89).
Árbitro: João Capela.
Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: William (45’ g.p.); Fábio Faria (52’); Ricardo (59’)
Foi com muito rigor defensivo e grande coeficiente de concretização, que o Paços de Ferreira conseguiu uma excelente vitória no difícil terreno dos Vilacondenses, onde até agora só tinham vencido Benfica e Leiria. Ulisses Morais manteve o mesmo esquema táctico com o qual já não perde há seis jornadas, e apenas substituiu Manuel José, por Pizzi, para dar mais velocidade nas alas e consequentemente aproveitar um maior adiantamento natural da equipa de Vila do Conde. No primeiro tempo os Castores preocuparam-se mais em suster o caudal ofensivo dos visitados, chegando muito poucas vezes à área contrária. Esperava-se já um nulo ao intervalo, quando Baiano entrou na área e foi travado por Fábio Faria. O árbitro bem colocado não hesitou e assinalou grande penalidade, que William converteu no primeiro golo Pacense. No segundo tempo Carlos Brito reforçou o seu ataque e logo cedo, aos 52 minutos consegui o empate, num lance de bola parada que deu para Fábio Faria se redimir do erro cometido no final do primeiro tempo aquando do penalti que deu o golo dos forasteiros. A avalanche atacante do Rio-Ave prosseguiu, mas esqueceram-se do veneno que os Pacenses colocam no contra-ataque e logo aos 59 minutos Ricardo à segunda fez o golo, colocando os visitantes novamente à frente do marcador. A partir deste momento, assistiu-se a uma equipa da casa desesperada na procura do golo do empate, mais com o coração do que com a cabeça, perante um opositor a defender bem, aqui e ali com uma pontinha de sorte e que neste período se armou em masoquista, pois por mais de uma vez podia ter matado o jogo, mas também como já vem sendo hábito, o Paços de Ferreira depois de estar na liderança do marcador, falha muitas vezes situações que lhe podiam permitir um final mais tranquilo. De qualquer modo, aceita-se a vitória da equipa da Capital do Móvel, pois soube ter uma atitude sempre muito positiva em campo e um rigor táctico que a tem caracterizado e que é sem dúvida a mais valia que esta equipa técnica trouxe para as bandas da Mata Real.


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