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Roberto o “bode expiatório”

Autor: em Quarta-feira, 25 Agosto 2010Sem Comentários

À minha maneira

Quem lê apenas este título, pode pensar, lá vem este defender o guarda-redes do Benfica e a sua dama, mas engana-se. O que venho aqui dizer hoje, além de outras coisas, é que o Roberto tem realmente contribuído com algumas ofertas aos seus adversários que demonstram a falta de qualidade que não se desejava para as bandas da Luz. Foi concerteza um guarda-redes bastante observado e ainda por cima caro, por isso teria de constituir uma mais-valia que até ao momento ainda não provou. Também acho que não deverá ser tão mau como o pintam e que precisará talvez de ser agora nesta fase, resguardado e preparado, técnica e psicologicamente para mais à frente regressar à baliza. Há no entanto outros factores que não podemos esquecer, é que o Benfica da época passada, precisava de apenas dez ou quinze minutos para estar a vencer por um ou dois, ou até mais golos e que nesta época apenas marcou para o campeonato, um em cada jogo e quase no finalzinho. É essa a grande diferença que encontro no Benfica deste ano, uma equipa que até continua a criar situações quanto bastem, mas que contrariamente ao habitual, não tem demonstrado a mesma eficácia, o que justifica e de que maneira o resultado dos dois primeiros jogos da liga. Também não se tem visto um Benfica com o mesmo pressing inicial, sufocando os adversários, encurtando-lhes espaço para saírem a jogar e consequentemente, obrigando-os a errar. Por tudo isso o Benfica começou mal esta época e também por tudo isso, o diagnóstico está feito e de certeza absoluta que os resultados irão surgir de imediato. Claro que seis pontos não são tarefa fácil de recuperar, mas a profissão ainda nem sequer saiu do adro e também, para já, não vejo qualidade futebolística nos adversários directos que assuste quem quer que seja.
Os números assustam um pouco e em 16 jogos referentes a duas jornadas, apenas se marcaram vinte e um golos, o que revela para já um total desacerto dos atacantes, além de uma qualidade futebolística que está aquém do desejado. Depois de uma primeira jornada que até deu boas indicações quanto à postura de muitas equipas, que jogaram de peito aberto, perante adversários teoricamente mais fortes, contrastou agora com uma segunda, onde os conjuntos revelaram muita falta de imaginação, velocidade e principalmente golos que é o sal de tudo isto. Porto e Nacional lideram para já a tabela e candeia que vai à frente… Merece também destaque, pela negativa a má entrada de Benfica e Marítimo, que a par do Portimonense, ocupam as últimas posições na tabela. Quanto ao Paços de Ferreira, apenas se pode dizer, parafraseando o técnico Pacense, que por vezes para conquistar um ponto, demora-se um mês, por isso os quatro pontos conquistados até ao momento, são ouro sobre azul, mas a humildade terá de ser a melhor característica desta equipa, já que precisa urgentemente de opções para a frente. O Paços demonstra claramente uma boa organização em campo, mas falta velocidade nas transições e homens que se batam de igual para igual com os defesas contrários. Não estou com isto a tirar o valor aos jogadores que jogaram nestes dois jogos, mas apenas a alertar para essa lacuna que existe no plantel, embora saiba que já está contratado um ponta de lança e ainda poderá vir um outro até ao final do mês.
Uma coisa é certa, dois jogos, quatro pontos, sendo três deles contra o Sporting e a terceira posição de parceria com Braga, Académica e Setúbal é realmente um grande início de temporada.
Que assim continue …

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